Prefeitura Municipal de Guarulhos - todos os direitos reservados / Elaboração: Kairós Desenvolvimento Social







Notas metodológicas

População

As estimativas de população foram feitas com o uso dos dados do IBGE e da Fundação Seade. Para o caso de domicílios, aplicou-se a projeção do Ministério das Cidades. No caso específico de Ponte Alta, as projeções enfrentam um problema metodológico expressivo: essa região teve um crescimento populacional muito superior à média de crescimento da cidade, em função da atração de moradores e de ocupações. Desse modo, não há como ter dados precisos sobre o total de moradores ali existentes.

Classificação das áreas

As Regiões de Orçamento Participativo foram classificadas de acordo com cada indicador em cinco faixas, do melhor para o pior valor. Essa classificação mostra as disparidades internas à cidade, sem fazer referência a padrões ou parâmetros externos. Para a classificação, foram usados normalmente quintis (divisão da escala de valores em cinco partes iguais). Quando necessário, para evitar cortes pouco justificáveis do ponto de vista da situação real, foram realizados ajustes de escala. Para a montagem do Mapa Social e dos mapas das dimensões, foi levado em conta o conjunto de indicadores correspondentes, com a classificação das áreas sendo feita pela metodologia de escolha multicritério.

Saúde municipal

Para os dados referentes a nascimentos e óbitos por local de moradia, foram usadas as Declarações de Nascidos Vivos e as Declarações de Óbitos fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde. A partir da anotação do setor censitário correspondente à moradia feita por essa secretaria nas declarações, os nascimentos e óbitos foram referenciados às diferentes Regiões do Orçamento Participativo.

Internações hospitalares

No caso dos indicadores construídos a partir dos dados de internação hospitalar, foram usadas as Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) disponibilizadas pelo Datasus. Isso significa que apenas estão computados os casos de internação na rede pública ou conveniada ao SUS, sem abarcar atendimento particulares. Nessas autorizações, aparece apenas o CEP de moradia do paciente, não o endereço completo. Assim, o referenciamento às Regiões do Orçamento Participativo foi feito apenas com o uso do CEP. A inexatidão desses registros exigiu uma crítica prévia dos dados, eliminando casos em que o CEP coincidia com o do hospital ou não correspondia a nenhum logradouro da cidade.

Educação

A base de dados para os indicadores de Educação foi o cadastro de rendimentos dos alunos de todas as redes, fornecido pela Secretaria de Estado da Educação, e o cadastro municipal. Esta base permitiu calcular todos os indicadores educacionais por local de moradia dos alunos. com isso, os indicadores captam o rendimento da população estudantil por região de moradia, e não por local de matrícula. Essa diferença é mais significativa no ensino médio do que no fundamental, já que a partir desse nível há maior tendência a estudar em estabelecimentos de ensino distantes da residência. Esta também foi a fonte para a identificação de pessoas com deficiência. Quando se trata de classe regular, no entanto, esse registro é subnotificado, já que a escola só registra a deficiência quando o aluno assim o deseja e apresenta atestado médico.

Totalizações

Os números absolutos correspondentes a Guarulhos nos diversos indicadores nem sempre coincidem com a soma das regiões apresentadas. Isso ocorro porque nos casos em que o endereço pertencia a Guarulhos mas não possuía dados suficientes para a territorialização, ele entrou no total da cidade, mas não foi computado em nenhuma região.

Negros e não negros

Os indicadores calculados para negros e não negros têm o objetivo de revelar desigualdade de raça/cor. Em muitos registros, no entanto, a anotação de raça/cor é deficiente. Embora a comparação permaneça válida, quando é feito o cálculo muitos registros não são considerados: no casos de nascidos vivos, por exemplo, cerca de 40% dos registros não traziam essa informação. Com isso, os indicadores específicos para negros e não negros sofrem distorções estatíticas. No caso da mortalidade infantil, por exemplo, o índice aparece superior a 17 por mil, quando calculado apenas para os registros que têm a anotação de raça/cor, pois o denominador do cálculo ficou artificialmente diminuído.